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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Barroco

A arte barroca originou-se na Itália (século XVII), mas não demorou a se espalhar por outros países da Europa e a chegar também ao continente americano, trazida pelos colonizadores portugueses e espanhóis. As obras barrocas romperam o equilíbrio entre o sentimento e a razão ou entre a arte e a ciência, que os artistas do Renascimento procuraram realizar de forma muito consciente; na arte barroca predominam as emoções e não o racionalismo da arte renascentista. É uma época de conflitos espirituais e religiosos. O estilo barroco traduz a tentativa angustiante de conciliar forças antagônicas (opostas): bem e mal; Deus e Diabo; céu e terra; pureza e pecado; alegria e tristeza; paganismo e cristianismo; espírito e matéria.

Suas características gerais são:

• emocional sobre o racional; seu propósito é impressionar os sentidos do observador, baseando-se no princípio segundo o qual a fé deveria ser atingida através dos sentidos e da emoção e não apenas pelo raciocínio.
• busca de efeitos decorativos e visuais, através de curvas, contracurvas, colunas retorcidas;
• entrelaçamento entre a arquitetura e escultura;
• violentos contrastes de luz e sombra;
• pintura com efeitos ilusionistas, dando-nos às vezes a impressão de ver o céu, tal a aparência de profundidade conseguida.

Pintura

• Composição assimétrica, em diagonal - que se revela num estilo grandioso, monumental, retorcido, substituindo a unidade geométrica e o equilíbrio da arte renascentista.
• Acentuado contraste de claro-escuro (expressão dos sentimentos) - era um recurso que visava a intensificar a sensação de profundidade.
• Realista, abrangendo todas as camadas sociais.
• Escolha de cenas no seu momento de maior intensidade dramática.

Dentre os pintores barrocos italianos:

Michelangelo Merisi da CARAVAGGIO (1571-1610): o que melhor caracteriza a sua pintura é o modo revolucionário como ele usa a luz. Ela não aparece como reflexo da luz solar, mas é criada intencionalmente pelo artista, para dirigir a atenção do observador.
Obra destacada: Vocação de São Mateus.

Caravaggio. Vocação de São Mateus. 340 x 322cm, óleo sobre tela.. 1599-1600.
Igreja São Luís dos Franceses, Roma, Itália.

Andrea POZZO (1642-1709) realizou grandes composições de perspectiva nas pinturas dos tetos das igrejas barrocas, causando a ilusão de que as paredes e colunas da igreja continuam no teto, e de que este se abre para o céu, de onde santos e anjos convidam os Inícions para a santidade.
Obra destacada: A Glória de Santo Inácio.

Pozzo. A Glória de Santo Inácio. c. 1688.
Teto da Igreja de Santo Inácio de Loyola, Roma, Itália. 
A Itália foi o centro irradiador do estilo barroco. Dentre os pintores mais representativos de outros países da Europa, temos:

Diego VELÁZQUEZ (1599-1660) (espanhol): além de retratar as pessoas da corte espanhola do século XVII procurou registrar em seus quadros também os tipos populares do seu país, documentando o dia-a-dia do povo espanhol num dado momento da história.
Obras destacadas: O Conde Duque de Olivares, As Meninas, As Fiandeiras.


Velázquez. Retrato do Conde-Duque de Olivares. 203 x 106 cm, óleo sobre tela, 1624.
Museu de Arte de São Paulo (MASP), São Paulo, Brasil.
Velázquez. A Família de Filipe IV (mais conhecido como As Meninas). 310 x 276 cm, óleo sobre tela, 1656.
Museu do Prado, Madri, Espanha.
Velázquez. A Fábula de Aracne (mais conhecido como As Fiandeiras). 222,5 x 293 cm, óleo sobre tela, c. 1657.
Museu do Prado, Madri, Espanha.
Peter Paul RUBENS (1577-1640) (flamengo): além de um colorista vibrante, se notabilizou por criar cenas que sugerem, a partir das linhas contorcidas dos corpos e das pregas das roupas, um intenso movimento. Em seus quadros é geralmente no vestuário que se localizam as cores quentes - o vermelho, o verde e o amarelo - que contrabalançam a luminosidade da pele clara das figuras humanas.
Obra destacada: O Jardim do Amor.

Rubens. O Jardim do Amor (também conhecido como O Jardim das Graças).
198 x 283 cm, óleo sobre tela de lona, 1630. Museu do Prado, Madri, Espanha.  

REMBRANDT vai Rijn (1606-1669) (holandês): o que dirige nossa atenção nos quadros deste pintor não é propriamente o contraste entre luz e sombra, mas a gradação da claridade, os meios-tons, as penumbras que envolvem áreas de luminosidade mais intensa.
Obra destacada: Aula de Anatomia.

Rembrandt. A Aula de Anatomia do Dr. Nicolaes Tulp (mais conhecido como Aula de Anatomia).216,5 x 169,5 cm, óleo sobre tela, 1632. Real Galeria de Pinturas de Maurishuits, Haia, Países Baixos.
Escultura

Suas características são: o predomío das linhas curvas, dos drapeados das vestes e do uso do dourado; e os gestos e os rostos das personagens revelam emoções violentas e atingem uma dramaticidade desconhecida no Renascimento.

Gian Lorenzo BERNINI (1598-1680) (italiano): arquiteto, urbanista, decorador e escultor, algumas de suas obras serviram de elementos decorativos das igrejas, como, por exemplo, o baldaquino e a cadeira de São Pedro, ambos na Basílica de São Pedro, no Vaticano.
Obras destacadas: O Êxtase de Santa Teresa, David.


Bernini. O Êxtase de Santa Teresa. 150cm, mármore, 1652.
Santa Maria della Vittoria, Roma, Itália.
Bernini. David. 170cm, mármore, 1624. Galeria Borghese, Roma, Itália.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Renascimento

O termo Renascimento é comumente aplicado à civilização européia que se desenvolveu entre 1300 e 1650 (séculos XIV a XVII). Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes, da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica. O ideal do humanismo foi sem duvida o móvel desse progresso e tornou-se o próprio espírito do Renascimento. Trata-se de uma volta deliberada, que propunha a ressurreição consciente (o re-nascimento) do passado, considerado agora como fonte de inspiração e modelo de civilização. Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a valorização do Homem (Humanismo) e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade Média. Suas características gerais são:
• Racionalidade
• Dignidade do Ser Humano
• Rigor Científico
• Ideal Humanista
• Reutilização da arte greco-romana

ARQUITETURA
Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o observador possa compreender a lei que o organiza, de qualquer ponto em que se coloque. Principais características:
• Ordens Arquitetônicas
• Arcos de Volta-Perfeita
• Simplicidade na construção
• A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e passam a ser autônomas
• Construções; palácios, igrejas, vilas (casa de descanso fora da cidade), fortalezas (funções militares).

O principal arquiteto renascentista foi Filippo BRUNELLESCHI (1377-1446), um exemplo de artista completo renascentista, pois foi pintor, escultor e arquiteto. Além de dominar conhecimentos de Matemática, Geometria e de ser grande conhecedor da poesia de Dante. Foi como construtor, porém, que realizou seus mais importantes trabalhos, entre eles a cúpula da catedral de Florença e a Capela Pazzi.

Brunelleschi. Desenho da cúpula da catedral de Santa Maria del Fiore,  de Florença. c. 1436. 
Vista da catedral de Santa Maria del Fiore (a partir da Praça de Michelangelo), Florença, Itália.  
Vista da cúpula da catedral de Santa Maria del Fiore (a partir do Campanário de Giotto), Florença, Itália.
PINTURA
• Perspectiva: arte de representar, no desenho ou pintura, as diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da geometria.
• Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra, esse jogo de contrastes reforça a sugestão de volume dos corpos.
• Realismo: os artistas do Renascimento não vêem mais o homem como simples observador do mundo que expressa a grandeza de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e não apenas admirada.
• Inicia-se o uso da tela e da tinta à óleo.
• Tanto a pintura como a escultura que antes apareciam quase que exclusivamente como detalhes de obras arquitetônicas, tornam-se manifestações independentes.
• Surgimento de artistas com um estilo pessoal, diferente dos demais, já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e, conseqüentemente, pelo individualismo. Os principais pintores foram:

Sandro BOTTICELLI (1444-1510): os temas de seus quadros foram escolhidos segundo a possibilidade que lhe proporcionavam de expressar seu ideal de beleza. Para ele, a beleza estava associada ao ideal cristão. Por isso, as figuras humanas de seus quadros são belas porque manifestam a graça divina, e, ao mesmo tempo, melancólicas porque supõem que perderam esse dom de Deus.
Obras destacadas: A Primavera e O Nascimento de Vênus.

Botticelli. A Primavera. 203 x 314cm, têmpera sobre painel, c. 1482.
Galeria Uffizi, Florença, Itália.

Botticelli. O Nascimento de Vênus. 172,5 x 278,5 cm, têmpera sobre tela, 1486.
Galeria Uffizi, Florença, Itália.
Leonardo DA VINCI (1452-1519): ele dominou com sabedoria um jogo expressivo de luz e sombra, gerador de uma atmosfera que parte da realidade mas estimula a imaginação do observador. Foi possuidor de um espírito versátil que o tornou capaz de pesquisar e realizar trabalhos em diversos campos do conhecimento humano.
Obras destacadas: A Virgem dos Rochedos e Monalisa.

Da Vinci. A Virgem dos Rochedos (ou A Madona dos Rochedos).
199 x 122 cm,  óleo sobre painel (transferido para tela). c. 1486. Museu do Louvre, Paris, França.
Da Vinci. Mona Lisa (ou A Gioconda). 77 x 53cm, óleo sobre painel. c. 1506.
Museu do Louvre, Paris, França.


MICHELANGELO Buonarroti (1475-1564): entre 1508 e 1512 trabalhou na pintura do teto da Capela Sistina, no Vaticano. Para essa capela, concebeu e realizou grande número de cenas do Antigo Testamento. Dentre tantas que expressam a genialidade do artista, uma particularmente representativa é A Criação de Adão.
Obras destacadas: Teto da Capela Sistina e A Sagrada Família.

Michelangelo. Doni Tondo (mais conhecida como A Sagrada Família).
127cm (diâmetro), óleo e têmpera sobre painel. c. 1507. Galeria Uffizi, Florença, Itália.
Michelangelo. A Criação de Adão (detalhe do teto da Capela Sistina). 480,1  x 230,1cm, afresco. c. 1511.
Capela Sistina, Vaticano.
Michelangelo. Teto da Capela Sistina. Afrescos. 1511-1512.
Capela Sistina, Vaticano.


RAFAEL Sanzio (1483-1520): suas obras comunicam ao observador um sentimento de ordem e segurança, pois os elementos que compõem seus quadros são dispostos em espaços amplo, claros e de acordo com uma simetria equilibrada. Foi considerado grande pintor de madonas (representações da Virgem Maria).
Obras destacadas: Ressurreição de Cristo, A Escola de Atenas e Madona do Pintassilgo.

Rafael. Ressurreição de Cristo (Ressurreição Kinnaird). 52 x 44 cm, óleo sobre painel. 1499-1502.
Museu de Arte de São Paulo (MASP), São Paulo, Brasil.
Rafael. A Escola de Atenas. 500 x 770 cm, afresco. 1509-1510.
Palácio Apostólico, Cidade do Vaticano, Vaticano.
Rafael. Madona do Pintassilgo. 107 x 77 cm, óleo sobre madeira. 1505-1506.
Galeria Uffizi, Florença, Itália.

ESCULTURA
Em meados do século XV, com a volta dos papas de Avinhão para Roma, esta adquire o seu prestígio. Protetores das artes, os papas deixam o palácio de Latrão e passam a residir no Vaticano. Ali, grandes escultores se revelam, o maior dos quais é Michelângelo, que domina toda a escultura italiana do século XVI. Algumas obras: Moisés, Davi (4,10m) e Pietá. Outro grande escultor desse período foi Andrea del VERROCCHIO (c. 1435-1488). Trabalhou em ourivesaria e esse fato acabou influenciando sua escultura. Obra destacada: Davi (1,26m) em bronze.

Principais Características:
• Buscavam representar o homem tal como ele é na realidade
• Proporção da figura mantendo a sua relação com a realidade
• Profundidade e perspectiva
• Estudo do corpo e do caráter humano

Michelangelo. Moisés. 235cm (h), mármore. 1513-1515.
Igreja de San Pietro in Vincoli, Roma, Itália.
Michelangelo. Davi. 410 cm, mármore de Carrara. 1504.
Galleria dell'Accademia, Florença, Itália. 
Michelangelo. Pietà. 174 x 195 cm, mármore. 1498-1499.
Basílica de São Pedro, Cidade do Vaticano, Vaticano.
Andrea del Verrocchio. Davi. 125 cm, bronze. 1473-1475.
Museo Nazionale del Bargello, Florença, Itália.

O Renascimento Italiano se espalha pela Europa, trazendo novos artistas que nacionalizaram as idéias italianas. São eles Albrecht DÜRER (Alemanha, 1471-1528), Hans HOLBEIN, o Jovem (Alemanha, c. 1497-1543), Hieronymus BOSCH (Países Baixos, c. 1450-1516), e Pieter BRUEGEL, o Velho (Flandres, c. 1525-1569).

Dürer. Adão e Eva. 209 x 81 cm (cada painel), óleo sobre painel. 1507.
Museu do Prado, Madri, Espanha.
Holbein, o Jovem. Retrato de Henrique VIII (Rei da Inglaterra de 1491 a 1547). 28 x 20 cm, óleo sobre painel, c. 1537.
Museu Thyssen-Bornemisza, Madri, Espanha.
Bosch. O Jardim das Delícias Terrenas. 220 x 389 cm (tríptico), óleo sobre madeira. c. 1500.
Museu do Prado, Madri, Espanha. 
Bruegel, o Velho. Os Caçadores na Neve (também conhecida como O Retorno dos Caçadores).
117 x 162 cm, óleo sobre painel. 1565. Museu de História da Arte, Viena, Áustria.

sábado, 10 de março de 2012

Composição

Clique nas imagens para ampliá-las.

 

Exemplos da regra dos terços encontradas em obras de arte e publicidade:

Rubens. A Elevação da Cruz.
Velázquez. A Fábula de Aracne (As Fiandeiras).
Velázquez. A Família de Filipe IV (As Meninas).
Teófilo de Jesus. A Morte de Lucrécia.
Yoshitaka Amano. Ilustração para o jogo Final Fantasy VI.

Elena Kalis. Ocean blue.
Elena Kalis. Stranger on the shore.
Nikki Graziano.
Publicidade da United Colors of Benetton.

Como ser um péssimo artista

1. Fique se comparando com outros artistas.
2. Fale para a sua família sobre o que você quer e fique esperando ela te animar.
3. Espere que o sucesso da sua vida toda seja determinado por um projeto.
4. Faça só o que você sabe fazer.
5. Menospreze sua habilidade.
6. Faça só o que seus amigos acham bonito.
7. Desanime de um projeto só porque não deu certo da primeira vez.
8. Fique se corrigindo o tempo todo, ignorando coisas inesperadas.
9. Jogue fora seus rascunhos e ideias antigas.
10. Não olhe para o mundo que te circunda.